O site da sua pizzaria: o guia completo
O site de uma pizzaria existe para responder depressa a quatro perguntas: o que faz, quanto custa, se está aberta e como se lá chega. O resto é opcional. Este guia trata do que tem de lá estar, do que custa de facto em Portugal e de como ficar online sem agência.
Porque é que uma página de Facebook não chega
Uma página de Facebook ou de Instagram pertence a outra empresa, é mostrada a quem o algoritmo decide e enterra a ementa debaixo da última publicação. Serve para falar com quem já o segue. Não serve para ser encontrado por quem não o conhece e decide em minuto e meio onde vai jantar.
O problema concreto é a pesquisa. Um motor de busca não consegue tirar de uma publicação, com segurança, os preços, o horário e a morada — e por isso não os mostra a quem procura «pizzaria perto de mim». Um site consegue pôr essas três coisas num formato que as máquinas entendem.
O que tem de lá estar
- A ementa, com preços. Nada de PDF. Uma página legível no telemóvel e que se altera em segundos quando a mozzarella sobe.
- O horário por turno — almoço e jantar — com o «aberto agora» calculado em tempo real. Quem lê «12h–23h» às quatro da tarde e encontra a porta fechada escreve uma avaliação sem ter comido.
- Como chegar, com um botão que abre a navegação do telemóvel.
- Os alergénios de cada prato. O Decreto-Lei n.º 26/2016 exige que essa informação esteja num suporte que o cliente consiga ler facilmente; quem vende à distância tem de a dar antes de a encomenda ser concluída.
- Um número de telefone que é um link e liga ao primeiro toque.
- O Livro de Reclamações Eletrónico, em destaque, se vende através do site.
- Encomendas, se as quiser — de preferência sem comissão.
Quanto custa
| Opção | À cabeça | Por ano | Quem altera a ementa |
|---|---|---|---|
| Agência | Orçamento, 30 – 125 € à hora | Manutenção à parte | A agência, à hora |
| Freelancer, site de 5 páginas | 350 – 500 € | 480 – 1 920 € de manutenção | O freelancer, se ainda atender |
| Criador de sites (Wix, WordPress) | 0 € | Plano pago e domínio | O dono, todas as semanas |
| Plataforma de entregas | 0 € | 15 – 35 % de cada encomenda | A plataforma |
Preços de criação e manutenção: tabela da Zaask para Portugal. Comissões: contratos da Uber Eats e da Glovo analisados pela DECO PROteste em 2020.
A linha que se esquece é a quarta. Um site «grátis» através de uma plataforma de entregas é o mais caro de todos assim que há volume: com 200 encomendas de 25 € por mês, uma comissão de 15 % custa 750 € por mês, e com os estafetas da plataforma o dobro. Sobre essa comissão, a plataforma ainda acrescenta IVA a 23 % — dedutível, mas adiantado todos os meses.
Quanto custa um site para pizzaria detalha cada tipo de fornecedor.
Ficar online, pela ordem certa
- Registe um domínio .pt em nome da empresa. É a única peça que é verdadeiramente sua; se mudar de fornecedor, leva-a consigo.
- Monte as páginas essenciais — início, ementa, horário e como chegar, sobre nós, encomendas, contactos e as páginas legais (termos, privacidade, Livro de Reclamações).
- Preencha o Perfil da Empresa no Google por inteiro e ponha lá o link para o seu domínio. Não o da plataforma de entregas.
- Teste no telemóvel, com rede fraca. É assim que a maioria dos clientes o vai ver.
- Ponha o QR code no balcão, nas mesas e na montra. Quem já entrou é o cliente mais fácil de converter à encomenda direta.
O seu site pode estar online antes do serviço desta noite
Cinco minutos. Sem cartão. E já está online.
Começar agoraPara continuar: criar o site da pizzaria, passo a passo, e pôr a ementa online.