Uma página de Facebook não é o site da sua pizzaria

Atualizado em 21 de outubro de 20264 min de leituraRomain Ferrand — pizzaiolo, 12 anos entre roulotte e sala

Uma página de Facebook é ótima para falar com quem já o segue e má como único site da pizzaria. Não tem endereço próprio, a visibilidade depende de um algoritmo, e a ementa desaparece debaixo da última publicação. Use-a ao lado de um site, não em vez dele.

O que uma página não faz

Página de FacebookSite próprio
Endereço próprioNão — um endereço da MetaSim, o seu .pt
Aparece no Google quando procuram a ementaMalSim
Ementa em texto, pesquisávelNãoSim
Horário com almoço e jantarUm bloco por diaOs turnos que tiver
Alergénios por pratoPouco práticoSim
Encomendas sem comissãoNãoSim
Continua lá se as regras mudaremSem garantiaSim

O problema da pesquisa, em concreto

Às sete e meia da tarde, alguém escreve «pizzaria aberta perto de mim». O motor de pesquisa precisa de perceber três coisas: o que é, onde fica e se está aberta agora. Numa publicação da cronologia não as encontra com segurança; numa página web com dados estruturados, encontra.

E parte dos seus clientes não tem Facebook. Quem não tem sessão iniciada vê janelas a pedir login em vez da ementa.

Os alergénios não cabem numa publicação

Em Portugal, o Decreto-Lei n.º 26/2016 executa o Regulamento (UE) n.º 1169/2011, incluindo a informação sobre alergénios nos alimentos servidos sem embalagem — a pizza de um restaurante. E o regulamento exige que, na venda à distância, essa informação esteja disponível antes de o cliente encomendar. Uma fotografia da ementa no Facebook não resolve: a informação tem de estar ao lado de cada prato, e atualizada sempre que a receita muda. O que a lei pede, ponto por ponto.

Onde o Facebook ganha

  • Falar com os clientes habituais. A pizza da semana, o dia de folga, a fotografia do forno novo.
  • Comprar alcance no bairro. Com poucas dezenas de euros chega a quem vive num raio de dois quilómetros, com uma precisão difícil de igualar.
  • Mensagens. Muita gente prefere escrever a telefonar.

A combinação que funciona

  1. Site com ementa, horário, morada e encomendas — a parte fixa.
  2. Facebook e Instagram para as novidades — a parte que mexe.
  3. O link do site na biografia e no botão do topo da página.
  4. O Perfil da Empresa no Google com os mesmos dados, a apontar para o site.

O seu site pode estar online antes do serviço desta noite

Cinco minutos. Sem cartão. E já está online.

Começar agora

Criar o site da sua pizzaria mostra quanto trabalho dá a parte fixa. É menos do que pensa.