Uma página de Facebook não é o site da sua pizzaria
Uma página de Facebook é ótima para falar com quem já o segue e má como único site da pizzaria. Não tem endereço próprio, a visibilidade depende de um algoritmo, e a ementa desaparece debaixo da última publicação. Use-a ao lado de um site, não em vez dele.
O que uma página não faz
| Página de Facebook | Site próprio | |
|---|---|---|
| Endereço próprio | Não — um endereço da Meta | Sim, o seu .pt |
| Aparece no Google quando procuram a ementa | Mal | Sim |
| Ementa em texto, pesquisável | Não | Sim |
| Horário com almoço e jantar | Um bloco por dia | Os turnos que tiver |
| Alergénios por prato | Pouco prático | Sim |
| Encomendas sem comissão | Não | Sim |
| Continua lá se as regras mudarem | Sem garantia | Sim |
O problema da pesquisa, em concreto
Às sete e meia da tarde, alguém escreve «pizzaria aberta perto de mim». O motor de pesquisa precisa de perceber três coisas: o que é, onde fica e se está aberta agora. Numa publicação da cronologia não as encontra com segurança; numa página web com dados estruturados, encontra.
E parte dos seus clientes não tem Facebook. Quem não tem sessão iniciada vê janelas a pedir login em vez da ementa.
Os alergénios não cabem numa publicação
Em Portugal, o Decreto-Lei n.º 26/2016 executa o Regulamento (UE) n.º 1169/2011, incluindo a informação sobre alergénios nos alimentos servidos sem embalagem — a pizza de um restaurante. E o regulamento exige que, na venda à distância, essa informação esteja disponível antes de o cliente encomendar. Uma fotografia da ementa no Facebook não resolve: a informação tem de estar ao lado de cada prato, e atualizada sempre que a receita muda. O que a lei pede, ponto por ponto.
Onde o Facebook ganha
- Falar com os clientes habituais. A pizza da semana, o dia de folga, a fotografia do forno novo.
- Comprar alcance no bairro. Com poucas dezenas de euros chega a quem vive num raio de dois quilómetros, com uma precisão difícil de igualar.
- Mensagens. Muita gente prefere escrever a telefonar.
A combinação que funciona
- Site com ementa, horário, morada e encomendas — a parte fixa.
- Facebook e Instagram para as novidades — a parte que mexe.
- O link do site na biografia e no botão do topo da página.
- O Perfil da Empresa no Google com os mesmos dados, a apontar para o site.
O seu site pode estar online antes do serviço desta noite
Cinco minutos. Sem cartão. E já está online.
Começar agoraCriar o site da sua pizzaria mostra quanto trabalho dá a parte fixa. É menos do que pensa.