Quanto custa um site para pizzaria em Portugal

Atualizado em 21 de outubro de 20269 min de leituraRomain Ferrand — pizzaiolo, 12 anos entre roulottes e salas de pizzaria

Um site para pizzaria custa em Portugal entre zero e alguns milhares de euros, conforme quem o faz. O número que conta, porém, não é o preço à cabeça: é o que paga todos os anos. E numa plataforma de entregas esse valor não vem em euros, vem em percentagem de cada encomenda.

FornecedorÀ cabeçaDepoisPrazo
AgênciaOrçamento, 30 – 125 € à horaManutenção mensal à parteSemanas
Freelancer, site institucional de 5 páginas350 – 500 €Alojamento e manutenção à parte1 – 4 semanas
WordPress feito por terceiros300 – 6 800 € (média 650 €)Atualizações e pluginsSemanas
Criador de sites, feito pelo dono0 €Plano pago e domínioUm fim de semana, e depois sempre
Plataforma de entregas0 €15 – 35 % de cada encomendaUma semana

Preços de criação: guias de preços da Zaask para Portugal (criação de websites, WordPress, web design), que excluem alojamento e base de dados. Comissões: contratos analisados pela DECO PROteste em 2020.

Os extras que os orçamentos baratos deixam de fora também têm preço: um domínio .pt anda pelos 10 a 20 € por ano, o alojamento por 5 a 15 € por mês, segundo a mesma tabela da Zaask.

A última linha, em contas

«Grátis» através de uma plataforma é a opção mais cara assim que há movimento. Com 200 encomendas por mês de 25 € em média:

Por mêsPor ano
Plataforma, comissão baixa — 15 %750 €9 000 €
Plataforma com estafetas — 30 %1 500 €18 000 €
Super Pizza Premium19 €190 € (pagamento anual)

Calculado sobre 200 × 25 € = 5 000 € de encomendas por mês. Sobre a comissão acresce IVA a 23 %, dedutível. No site próprio, os pagamentos online por cartão ou MB WAY têm a tarifa do processador de pagamentos.

A comparação deixa de ser «agência cara contra plataforma grátis» e passa a ser «umas centenas ou uns milhares de euros uma vez, contra nove a dezoito mil euros por ano, todos os anos». O que não quer dizer que a plataforma não sirva — traz clientes que não o conheciam. Não deve é ser o único caminho até à sua ementa.

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O que tem de estar no orçamento

  • Em nome de quem fica o domínio. Se não for no seu, não é um orçamento, é um contrato de arrendamento.
  • Quem altera a ementa e em quanto tempo. «Mande-nos um e-mail» não é resposta.
  • O que acontece se sair. Leva os textos, as fotografias e o domínio?
  • Quanto custa o segundo ano. Alojamento, manutenção e atualizações em linhas separadas.
  • Se dá para pôr os alergénios prato a prato, como pede o Decreto-Lei n.º 26/2016. Muitas vezes não dá.
  • Onde fica o Livro de Reclamações Eletrónico, obrigatório e em destaque se vender através do site.

O que uma pizzaria não precisa

  • Uma animação na página inicial que demora quatro segundos a carregar no 4G.
  • Um blogue, a não ser que o vá mesmo escrever.
  • Uma aplicação própria. Ninguém instala uma aplicação para uma só pizzaria.
  • Um sistema de reservas, se tem doze lugares e o telefone funciona.

O seu site pode estar online antes do serviço desta noite

Cinco minutos. Sem cartão. E já está online.

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Fontes