Divulgar uma pizzaria: o que funciona e quanto custa
Divulgar uma pizzaria é sobretudo uma questão de passa-palavra: num fórum de pizzaiolos franceses, quem fez a contagem chegou a cerca de 70 % de clientes vindos por recomendação. O marketing local serve, então, para tornar essa recomendação fácil de seguir: um Perfil da Empresa no Google certo, a caixa como folheto, os grupos do bairro, e folhetos só onde ainda chegam, com um código por zona.
De onde vêm, de facto, os clientes de uma pizzaria?
No fórum da federação francesa de pizzaiolos, um dono perguntou durante semanas a cada cliente como o tinha conhecido: 21 em 32 vinham por passa-palavra. Outro estimava a proporção em cerca de 70 %. Folhetos, Facebook e site vinham muito atrás. Não encontrámos uma contagem portuguesa equivalente; esta serve de ordem de grandeza.
A contagem tem um ponto cego, que a própria conversa assinala: pergunta-se a quem está ao balcão, não aos mais novos nem aos clientes das entregas, que o encontram pelo telemóvel — muitas vezes pela Uber Eats ou pela Glovo. A lição mantém-se. O passa-palavra não se compra. O que se controla é o que acontece a seguir, quando um vizinho diz «vai buscar ali, que é boa». Alguém procura o seu nome, o seu número, a sua ementa. Cada canal abaixo alimenta essa recomendação ou transforma-a numa encomenda — na sua casa, não na plataforma.
Antes de gastar um euro: as quatro bases gratuitas
1. O Perfil da Empresa no Google
É aqui que acaba cada recomendação. Um horário certo (o dia de descanso, a pausa da tarde), fotografias verdadeiras das pizzas, a ementa, e a ligação de encomenda própria definida como preferida. A Google não recebe encomendas: o botão de encomenda manda para um site, e é a pizzaria que escolhe qual aparece primeiro. Se deixar o campo vazio, a plataforma de entregas ocupa o lugar.
Os erros de SEO local dos sites de pizzaria
2. A caixa é o seu melhor folheto
Cada pizza acaba numa mesa, muitas vezes à frente de gente que ainda não o conhece. Um carimbo ou um autocolante com o nome, o telefone e um código QR para a ementa custa cêntimos por caixa. Numa encomenda da plataforma é, além disso, a única forma de o cliente saber que da próxima vez pode encomendar diretamente.
3. A fachada
Legível de dentro de um carro, à noite: «pizzaria», o número, os dias de abertura. Uma fachada às escuras numa segunda-feira, sem horário na porta, parece fechada para sempre.
4. Os grupos do bairro no Facebook
Nos grupos de freguesia e de bairro no Facebook, as pessoas perguntam «onde se come boa pizza por aqui?». Uma fotografia nítida da pizza do mês, publicada com regularidade e sem tom de anúncio, vai mais longe do que uma publicidade paga. Nas fotografias, os pizzaiolos estão de acordo: a luz é 80 % do resultado, e um telemóvel junto à janela chega.
Folhetos: só onde ainda chegam
| Opção | Custo | A saber |
|---|---|---|
| Empresa de distribuição | Por orçamento, por milhar | Peça prova da zona coberta e verifique por amostragem |
| Correio não endereçado dos CTT | Por orçamento, por milhar | Chega também às zonas onde não há distribuidores |
| Referência francesa (fórum FPF) | 30 – 150 € por 1 000 | Valores de há alguns anos, noutro mercado |
| Distribuição própria | Os seus serões | Sabe que foi feita |
Os preços dependem da zona, do peso e do tipo de habitação. Peça dois orçamentos.
O verdadeiro risco não é o preço, é a pilha no ecoponto azul. Os colegas franceses veem se «o telefone toca no dia seguinte». Dá para ser mais preciso: dê a cada zona o seu próprio código de desconto ou código QR e conte as encomendas que entram com ele. Uma zona que não dá nada ao fim de duas voltas sai da lista.
No folheto: ementa com preços, horário, telefone, QR e uma oferta com data de fim. Duas ofertas, e ninguém se lembra de nenhuma.
Um folheto, um autocolante ou uma caixa só se medem se apontarem para uma ligação que é sua. Se o QR leva à Glovo, paga a impressão, a distribuição e depois a comissão de cada encomenda que ele trouxer.
O seu site pode estar online antes do serviço desta noite
Cinco minutos. Sem cartão. E já está online.
Começar agoraFacebook e Instagram: presença em vez de passatempos
«Gosta, partilha e ganha uma pizza» é o clássico. Quem experimentou fala de poucas encomendas diretas e de vencedores que só aparecem semanas depois. O que fica é a presença: ser visto em todo o lado e durante muito tempo, isso paga-se. Um passatempo não o faz; uma publicação por semana sim.
Pequenos impulsos de 5 a 15 € numa boa publicação, limitados a poucos quilómetros à volta da pizzaria, funcionam melhor do que grandes campanhas. O seu cliente mora a dez minutos, não no distrito vizinho.
Canais antigos: manter ou cortar?
- Diretórios pagos e anuários: como fonte de encomendas de pizza, quase mortos. Mantenha atualizadas as fichas gratuitas, não compre pacotes.
- Rádio e jornal locais: só para um acontecimento (inauguração, aniversário, uma ação solidária), de preferência como notícia e não como anúncio.
- Clube, festa da escola, santos populares: umas pizzas oferecidas ou uma placa junto ao campo. Barato, e exatamente o género de coisa de que as pessoas falam.
Um plano de 90 dias para uma pizzaria nova
| Período | Ações | Orçamento (indicativo) |
|---|---|---|
| Semanas 0 – 2 | Perfil da Empresa completo, carimbo ou autocolante nas caixas, fachada, ligação de encomenda própria | 50 – 300 € |
| Semanas 2 – 6 | Folhetos em 2 ou 3 zonas, um código por zona; oferta de abertura; publicações nos grupos do bairro | 200 – 600 € |
| Semanas 6 – 12 | Manter só as zonas e os canais que deram encomendas; lançar o cartão de fidelização; publicar todas as semanas | 100 – 300 € por mês |
Valores indicativos para uma pizzaria com um só estabelecimento, sem a impressão da ementa.
Cartão de fidelização: o que faz o cliente voltar
Medir: uma pergunta e um código por canal
Durante um mês, pergunte a cada cliente: «Como é que nos conheceu?» e faça um risco numa folha junto à caixa. Três segundos por cliente, e o melhor estudo de mercado que alguma vez fará.
Online, faz-se sozinho se cada canal tiver a sua ligação: QR no folheto da zona norte, QR na caixa, ligação no Perfil da Empresa. Vê o que cada canal deu e corta o resto. Uma encomenda pela Uber Eats nunca lhe diz de onde veio o cliente.
Pôr os clientes a encomendar online, diretamente
Perguntas frequentes
Quanto custa distribuir 1 000 folhetos?
Depende da zona e de quem distribui: peça orçamento a uma empresa de distribuição e ao correio não endereçado dos CTT. Conte com as caixas que têm o dístico de recusa, que não os recebem. Dê a cada zona o seu código QR ou de desconto para ver o que resulta.
Como dar a conhecer uma pizzaria nova sem gastar?
Um Perfil da Empresa no Google completo com a ligação de encomenda própria, um código QR em cada caixa, uma fachada legível e publicações regulares nos grupos do bairro. O passa-palavra traz a maioria dos clientes: torne-o fácil de seguir.
Os passatempos no Facebook funcionam para uma pizzaria?
Poucas encomendas diretas e prémios levantados tarde, dizem os pizzaiolos. Dão visibilidade repetida. Boas fotografias com regularidade e uma pizza do mês resultam melhor com o tempo.
Posso pôr folhetos numa caixa do correio com autocolante?
Não, se o autocolante disser que o morador não quer publicidade: a Lei n.º 6/99 proíbe a distribuição de publicidade não endereçada nesse caso. Nas restantes caixas pode.