Criar o site da sua pizzaria em Évora
Em Évora, uma pizzaria trabalha para três públicos que quase não se cruzam: os estudantes da universidade, os turistas que enchem o centro histórico e as famílias dos bairros fora das muralhas. As apps chegam a todos, mas cobram a mesma comissão sobre o cliente que já a conhece. O site próprio é o canal onde esse cliente encomenda sem intermediário.
Uma cidade dentro de muralhas, outra fora delas
O centro histórico de Évora atravessa-se a pé em pouco tempo, e é lá que a Universidade de Évora, fundada em 1559, ainda tem os seus colégios. Isto quer dizer que, entre outubro e junho, há milhares de estudantes a viver em quartos partilhados a poucos minutos da Praça do Giraldo, a jantar tarde e a decidir à última hora. Ao mesmo tempo, as mesmas ruas recebem visitantes durante quase todo o ano, gente que procura no telemóvel onde comer e escolhe pela primeira fotografia que vê.
Fora das muralhas, a cidade é outra. A Malagueira, a Horta das Figueiras, a Senhora da Saúde e o Bacelo são bairros residenciais, de famílias que encomendam à sexta e ao domingo e que pedem quase sempre o mesmo. Para elas, a pizzaria não é uma descoberta: é um hábito. E um hábito não precisa de uma app no meio.
O que as apps fazem em Évora, e o que custam
A Uber Eats entrega em Évora desde 2019, a Glovo também opera na cidade e a Bolt Food chegou no fim de 2024. Para quem nunca ouviu falar de si, estar numa destas listas pode ser útil. O problema começa quando o estudante que encomenda todas as quintas, ou a família do Bacelo que pede a mesma familiar há dois anos, continua a passar pela app. Cada uma dessas encomendas paga comissão, e o preço na app tem de subir para a compensar, o que faz a sua pizza parecer mais cara do que é.
Há também o que as apps não cobrem. As freguesias rurais do concelho ficam fora do anel urbano onde os estafetas trabalham, e quem vive aí continua a ligar e a levantar ao balcão. Para esses clientes, um site com a ementa, o número de telefone e a opção de encomendar para levantar é exatamente o que faltava.
Um calendário que muda duas vezes por ano
O ano letivo e a época turística não coincidem, e uma pizzaria de Évora sente as duas transições. Em julho e agosto, parte dos estudantes vai embora e o centro enche-se de visitantes; em outubro, voltam os estudantes e as noites de semana recuperam. Um site próprio permite acompanhar isso: destacar a pizza do mês, mudar o horário de verão, anunciar a promoção de regresso às aulas, sem esperar que uma plataforma decida onde o mostra.
O caminho mais simples é manter as apps para os clientes novos e pôr o seu link em todo o lado onde o cliente habitual já está: na caixa da pizza, no talão, no Instagram e na ficha do Google. As encomendas que se repetem passam a chegar diretamente, e a comissão fica apenas nas que vieram realmente da app.
Numa cidade com esta mistura de públicos, quem tem o seu próprio canal decide sozinho como fala com cada um.
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